quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Tabela para fazer as contas do mês: tenha uma antes de planejar o financiamento

Então, estava eu pensando em comprar um apartamento. A primeira sensação é muito boa, de que tudo é possível, um incrível empoderamento ao sinal mais claro da independência.

A pergunta mais importante aqui é: será que vou conseguir pagar?



A primeira resposta foi: não.
Uma coisa importante a saber sobre mim (e do que eu já tenho plena consciência) é que eu tenho uma dificuldade enorme em guardar dinheiro - e mais pares de sapato do que espaço para guardar, mas isso fica para uma outra hora. Todo fim de mês, a sensação que tenho é de que gastei mais do que deveria, estou errando nas contas e "poxa, como as coisas estão mais caras, né?".

Sendo assim, parecia inviável adquirir qualquer coisa que ultrapassasse, digamos, R$ 300.
Lógico que uma prestação de financiamento imobiliário é bem mais que isso.

Recorri a algo que há muito tempo o Leonardo, meu pragmático-administrador namorado, vinha me alertando: abri os números em uma tabela. Pedi para que ele fizesse uma planilha de excel que eu pudesse colocar meus rendimentos e meu custo de vida para, daí sim, decidir se podia assumir a conta.

Felizmente, fechou. Entre tudo o que é fixo no mês (celular, cartão de crédito, academia) e ainda um ou dois pares de sapato (realmente, descobri aqui uma torneira que preciso fechar), sobrava o valor da parcela e ainda um suspiro para, sei lá, ou guardar para a mobília ou fazer algo de lazer. É apertado, mas dá.

E sem o primeiro passo a gente não vai a lugar nenhum.

Compartilho com vocês uma tabela para quem precisa saber fechar as contas do mês, mesmo que não vá comprar um apartamento agora. Clique aqui para baixar!


Instruções:
- Em "Receita Mensal": incluir o total dos rendimentos (todo o dinheiro disponível para o mês)
- Em "Despesas Fixas": incluir os valores que são certos e mensais, como conta do celular, gasto médio do cartão de crédito, academia, cursos e afins. 
- Em "Despesas Variáveis": incluir o que não é certo, mas geralmente é gasto (e é o que a gente mais pode economizar). 

Com isso, o "TOTAL" é o que sobra no fim do mês e o "Montante acumulado" é o quanto se teria somando o total do mês seguinte com o mês anterior, ou seja, o quanto se teria supondo que não se gastasse nada além das despesas. 

E é isso. Coube no orçamento? Dá para sobreviver? Então, segue em frente.
Nunca se sabe o dia de amanhã mesmo. 



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Assinei o contrato: e agora?



Há algo muito interessante sobre crescer que é: tomar grandes decisões. 
E isso acontece bem naturalmente, tanto que às vezes nem dá para perceber. 

No meu caso, primeiro veio a escolha de curso de graduação, depois a entrada no mercado de trabalho, seguida pela formatura e por uma análise profunda de que pós-graduação fazer. No meio disso tudo, aprender a fazer contas, tanto quais novas assumir quanto como continuar pagando as antigas. 

Agora chegou a maior até então: comprei um apartamento.

Começa que sair de casa estava nos planos. Aos 27 anos, percebi que era hora de ampliar o meu espaço e que isso é difícil de fazer quando a casa não é só da gente. Sem contar que chegou a fase em que os churrascos de turma passaram a ser pautados por histórias sobre a escolha de piso e eletrodomésticos. O mundo vai conspirando. 

A primeira ideia era alugar um apartamento em 2015, na linha do "em janeiro em começo a pensar". Mal eu sabia que ainda em 2014 surgiria uma oportunidade diferente. Enquanto minha tia procurava apartamentos para ela, minha mãe pensou e disse: "acho que com a tua renda, já consegues comprar". 

Ainda que achando um passo maior do que eu deveria dar, fui conhecer o empreendimento. Gostei. Foi nessa hora que comprar ou não passou a ser a minha maior questão. Afinal, é um compromisso mais definitivo, um investimento que implica em renúncias maiores. 

Aqui entram as três coisas que entendi como mais importantes na hora de comprar um imóvel:

1) Identificar-se com o empreendimento: falo sobre conseguir imaginar como vai ser a sua rotina uma vez que estiver morando lá. Como serão os caminhos que você faz no dia a dia? Entra sol o suficiente para secar a roupa? A disposição dos cômodos é boa para o que você considera essencial? O condomínio oferece a estrutura mínima desejada?

Acredito que de nada adianta poder comprar algo que não trará sentido. Então, assim que vi que conseguia me ver morando ali, tive certeza de que poderia ir adiante nas negociações. 

2) Tirar todas as dúvidas: quase desisti da compra quando soube melhor como funcionam os juros de obra. A quantia que eu estava disposta a pagar iria, basicamente, dobrar até a entrega da chave. E não preciso nem dizer que os meus rendimentos não acompanhariam essa alta, né? Então, ainda bem que eu tirei um tempinho para pensar e conversar com a minha família sobre possíveis saídas - que acabaram sendo aumentar a entrada para reduzir a parcela. 

Nesse ponto, ter um corretor dedicado e confiança na construtora também ajuda. É a hora em que eles precisam da gente e a gente precisa deles. 

Além disso, com as redes sociais e sites como o Reclame Aqui, é fácil de encontrar os problemas que outros compradores estão enfrentando. Fiz uma boa pesquisa antes para me tranquilizar. 

3) Manter a calma: não vou mentir, bate um desespero pensar no tempo de conta que assumi. Mesma coisa para cada documento que tive que apresentar e páginas que rubriquei/assinei. A ansiedade, no entanto, é inútil. Agora está feito, tem que começar o planejamento. 


E é por isso que nasce o Apêzito. Para dividir as ansiedades dos 12 meses que antecedem a entrega das chaves. Para conversar sobre as futuras grandes decisões e as dúvidas que surgirem. 

Sejam bem-vindos ao Apêzito - Histórias do Meu Primeiro Apê.