quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Assinei o contrato: e agora?



Há algo muito interessante sobre crescer que é: tomar grandes decisões. 
E isso acontece bem naturalmente, tanto que às vezes nem dá para perceber. 

No meu caso, primeiro veio a escolha de curso de graduação, depois a entrada no mercado de trabalho, seguida pela formatura e por uma análise profunda de que pós-graduação fazer. No meio disso tudo, aprender a fazer contas, tanto quais novas assumir quanto como continuar pagando as antigas. 

Agora chegou a maior até então: comprei um apartamento.

Começa que sair de casa estava nos planos. Aos 27 anos, percebi que era hora de ampliar o meu espaço e que isso é difícil de fazer quando a casa não é só da gente. Sem contar que chegou a fase em que os churrascos de turma passaram a ser pautados por histórias sobre a escolha de piso e eletrodomésticos. O mundo vai conspirando. 

A primeira ideia era alugar um apartamento em 2015, na linha do "em janeiro em começo a pensar". Mal eu sabia que ainda em 2014 surgiria uma oportunidade diferente. Enquanto minha tia procurava apartamentos para ela, minha mãe pensou e disse: "acho que com a tua renda, já consegues comprar". 

Ainda que achando um passo maior do que eu deveria dar, fui conhecer o empreendimento. Gostei. Foi nessa hora que comprar ou não passou a ser a minha maior questão. Afinal, é um compromisso mais definitivo, um investimento que implica em renúncias maiores. 

Aqui entram as três coisas que entendi como mais importantes na hora de comprar um imóvel:

1) Identificar-se com o empreendimento: falo sobre conseguir imaginar como vai ser a sua rotina uma vez que estiver morando lá. Como serão os caminhos que você faz no dia a dia? Entra sol o suficiente para secar a roupa? A disposição dos cômodos é boa para o que você considera essencial? O condomínio oferece a estrutura mínima desejada?

Acredito que de nada adianta poder comprar algo que não trará sentido. Então, assim que vi que conseguia me ver morando ali, tive certeza de que poderia ir adiante nas negociações. 

2) Tirar todas as dúvidas: quase desisti da compra quando soube melhor como funcionam os juros de obra. A quantia que eu estava disposta a pagar iria, basicamente, dobrar até a entrega da chave. E não preciso nem dizer que os meus rendimentos não acompanhariam essa alta, né? Então, ainda bem que eu tirei um tempinho para pensar e conversar com a minha família sobre possíveis saídas - que acabaram sendo aumentar a entrada para reduzir a parcela. 

Nesse ponto, ter um corretor dedicado e confiança na construtora também ajuda. É a hora em que eles precisam da gente e a gente precisa deles. 

Além disso, com as redes sociais e sites como o Reclame Aqui, é fácil de encontrar os problemas que outros compradores estão enfrentando. Fiz uma boa pesquisa antes para me tranquilizar. 

3) Manter a calma: não vou mentir, bate um desespero pensar no tempo de conta que assumi. Mesma coisa para cada documento que tive que apresentar e páginas que rubriquei/assinei. A ansiedade, no entanto, é inútil. Agora está feito, tem que começar o planejamento. 


E é por isso que nasce o Apêzito. Para dividir as ansiedades dos 12 meses que antecedem a entrega das chaves. Para conversar sobre as futuras grandes decisões e as dúvidas que surgirem. 

Sejam bem-vindos ao Apêzito - Histórias do Meu Primeiro Apê. 







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